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Mapa e analistas de mercado fazem um balanço positivo do Pepro 2009
14/09/2009 19:35

O último leilão do Prêmio de Equalização Pago ao Produtor (Pepro), realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no último dia 03 de setembro, fechou o ciclo dos três leilões de 2009 e atingiu R$ 550 milhões. No primeiro leilão foram R$ 183,3 milhões, no segundo R$ 186,1 milhão e neste último leilão, o valor previsto a ser pago, segundo a assessoria de imprensa da Conab, é de R$ 180,5 milhões.

O leilão contemplou os estados da Bahia (80,9 mil toneladas), de Goiás (20,7 mil toneladas), do Maranhão (3,4 mil toneladas), do Mato Grosso (131,4 mil toneladas), do Mato Grosso do Sul (12,6 mil toneladas), de Minas Gerais (4,65 mil toneladas), do Piauí (2,6 mil toneladas), de São Paulo (2,2 mil toneladas) e de Tocantins (723,9 toneladas). Para todos os estados, o preço mínimo foi de R$ 2,9733 por quilo, o que equivale a R$ 44,60 por arroba. A distribuição do produto é feita levando em conta a situação de comercialização nos mercados locais.

Apesar dos atrasos que ocorreram entre um leilão e outro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento faz um balanço positivo do Pepro, principalmente quando levado em conta a falta de liquidez que veio a reboque da crise financeira mundial. "O Prêmio de Equalização Pago ao Produtor (PEPRO) trouxe bons resultados para o setor do algodão e cumpriu com o objetivo do governo federal, que é o de garantir o preço mínimo ao produtor", afirma o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Edilson Guimarães, que foi quem antecipou ao Jornal da Abrapa antes do primeiro leilão deste ano, que o Pepro seria pago. Na ocasião, ele ressaltou que o Prêmio ainda é o melhor instrumento para beneficiar os cotonicultores.

"O Pepro é positivo e necessário. E, com as oscilações de mercado pelas quais passamos, o prêmio foi o que viabilizou o setor este ano", afirma o produtor baiano Celito Missio. "Foi nossa tábua de salvação",reforça ele, que planta algodão no município de Barreiras. O produtor mineiro Francisco de Deus Correio Neto, concorda com o colega baiano. "Foi uma atitude muito boa por parte do governo e espero que possa contar com o Pepro no ano que vem", almeja ele, produtor de algodão no município de Catuti, norte de Minas Gerais.

Para o analista da Safras&Mercado, Miguel Biegai, especializado em commodities, o Pepro é ainda um grande benefício concedido pelo governo federal ao agricultor. "Porém, os produtores que tenho ouvido não acham que seja um valor suficiente para arcar com os gastos. Mas, os cotonicultores sentiram-se aliviados com o prêmio", afirma ele, destacando que sem os recursos teria ocorrido uma quebradeira generalizada no setor. "Os efeitos seriam dramáticos porque haveria, inclusive, demissões", afirma.
      
Segundo Biegai, caso se confirme um cenário construtivo para preços no mercado mundial, com queda da oferta e aumento de consumo, o produto terá uma valorização o que será bom para a cotonicultura brasileira. "" Porque, desse modo haverá valorização da pluma no mercado nacional e não ficaremos tão dependentes do Pepro", encerra.      
      
Fique atento:
O prazo máximo para entrega da declaração é o próximo dia 30 de setembro. Para a venda e a emissão da nota fiscal, a data máxima é 15 de maio de 2010. Os produtores e cooperativas têm até 15 de junho do próximo ano para comprovar a operação. O valor do prêmio a ser pago baseia-se na média do indicador mensal dos preços do algodão, calculado pelo Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq), apurada na data de emissão da nota fiscal.

Mais informações: www.conab.gov.br



Fonte: Conab

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